Who am I?

Dou por mim muitas vezes a fazer-me esta pergunta…

Mas quem sou eu? Ou melhor… quem gostaria eu de ser?

Aceitar-mo-nos como somos não é, ou pelo menos para mim, uma tarefa fácil. Leio muito por essa internet fora: sigo blogs, instagrams e facebooks e sinto vontade de ser como essas pessoas. Pessoas bonitas nas fotos e nas palavras expostas. Sei que ninguém tem uma vida perfeita, mas invejo essas pessoas na mesma. Porque parece que elas percebem a felicidade e alegria de simplesmente viver. Aceitam a vida como ela é e se não, procuram ir à luta e fazer para que mude.

Uma tia minha, uma que gosto muito.. aliás.. gosto de todas, mas esta está-me mais próxima na idade… farta-se de me tentar fazer ver a vida e ver-me a mim própria com outras lentes. Manda-me afirmações, vídeos, artigos, livros para que eu desbloqueie esta veia de autocomiseração e comece a viver e a chamar para a minha pessoa tudo o que de positivo o Universo tem para oferecer.

Mas… por onde começar? É que com tantos anos a tentar tapar-me e cingir-me ao mínimo e a resignar-me com as coisas menos boas (até porque essas coisas têm algo para nos ensinar) como mudar? Como ser a pessoa de dente à mostra e com uma distensão muscular facial de tanto sorrir?

Vou hoje falar apenas no assunto que mais pânico me tem gerado. É certo e sabido que a alimentação é algo que me angustia. Não porque não goste de comer ou porque goste de comer em demasia, mas porque não me sinto bem.

Adoptei o estilo de vida vegano em inicio de 2013 e tenho aprendido imenso desde então. Mas ainda não encontrei o mais correcto para mim. Creio que não me estou a fazer entender. Não que não concorde com a filosofia de vida atenção. CONCORDO E MUITO e não percebo como não a adoptei à mais tempo. É um mundo novo, cheio de sabores imensos e bom… há tanta coisa! O problema não está aí.

O problema está no espelho. Nunca fui uma rapariga propriamente magra, mas era… vá.. jeitosinha. Mas houve períodos da vida em que fui mais rechonchuda… tipo, 10º ano (chamavam-me Maria Bolacha), na tropa e no ano em que fui deixada por um tipo (primeiro emagreci muito e depois engordei o triplo).

Hoje estou novamente rechonchuda (voltei com o mesmo tipo, emagreci muito e agora… ups!). Detesto-me ver ao espelho. Desde esse ano (em que fui deixada pelo tipo da primeira vez) que me encontro perante um dilema alimentar. Um que confessei no outro blog que tive de apagar e não vou mencionar porque, as pessoas que me lêem conhecem-me e não quero que pensem que sou doente mental nem nada disso.

Percebo que compenso de alguma forma as minhas avarias emocionais na comida. E sei que isso é “tratável” mas porra…. está difícil como tudo. Todos os dias de manhã acordo e digo hoje é o dia. Mas depois… Não sei. Há um impulso que é maior que eu. Tento rodear-me de coisas “bonitas”, pensamentos, imagens, modelos (como quem diz role models e não top models) e é como se sentisse que nunca na vida poderia ser assim. Como se não merecesse ou como se fosse meramente incapaz. E se calhar até sou, incapaz.

ok… percebo… é um assunto meio estranho para escrever aqui. Mas fiquem sabendo que tanto este vazio de conteúdo como o outro vazio de conteúdo foram criados especificamente para poder “botar cá para fora” este desafio mental com que me deparo desde 2009… São 5 anos a boicotar-me. Cinco anos de quero que tudo vá às urtigas. Tive um ano a fazer coisas que tipo.. não lembram a ninguém e outras que até continuo a fazer…

Acredito que o meu problema maior está na descoberta do eu. “Mas Aislin Maria, com essa idade toda e ainda não sabes quem és?”

Parece que não. Sempre fui uma miúda que tentava agradar a todos, que aceitava todas as frases como verdades e via as modas…bom modas não via e estava sempre out nesse sentido.. Mas o que quero dizer é que tal como agora, sempre quis ser outra que não esta e tenho noção de que penso errado.

Não sei o que vou fazer ou como vou fazê-lo mas sei que alguma coisa tem de acontecer. E talvez conseguindo um pouco que seja de amor próprio eu consiga ser como as outras pessoas: ser feliz simplesmente por viver!

 

Blessed Be!

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About Aislin

32. Music teacher. Acrobatic lover. Vegan. Love to cook. Love animals. Trying to live a full, meaningfull and happy life!
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3 Responses to Who am I?

  1. Cláudia says:

    Eu desde que comecei a minha dieta (que agora é mais um cuidado que tenho porque quero do que dieta mesmo) que me tornei mais obcecada com o meu corpo. Os 60kg que tenho ainda são sinal de muita gordura. E durante muito tempo andei assim. Aliás, ainda sou assim.
    Mas sou-o mais por mim, talvez por ser exigente de mais. Será que não os estás a ser também contigo?
    Bolas, és para lá de bonita e és um máximo. Não te acho sequer rechonchuda.
    O problema, é aquilo que tu achas de ti própria e não aquilo que é realmente a verdade.
    Se calhar por te achares assim, não te “arranjas” tanto ou não perdes tanto tempo contigo.

    Os homens são capazes de fazer estragos grandes é verdade, mas ultrapassa isso querida.
    E aquilo que os outros dizem, é aquilo que os outros dizem e não a verdade absoluta.
    Volto a repetir, és super bonita e estou-te a dizer isto do fundo do coração.

    Deixa lá os outros. Deixa os comentários dos outros e as dúvidas dos outros.

    Arranja mesmo esse amor próprio pois se não, bato-te. Não é preciso repetir que és super bonita pois não? Eu sei, sou gaja e não é a mesma coisa, mas aliás, até devia ter mais valor =P
    Pensa assim: és super bonita (mais uma vez), tens um cabelo giríssimo que eu estava a invejar mentalmente confesso lol, tens os dentinhos todos no sítio e não há cá aparelhos, vês bem e não usas óculos, tens uma casa, tens miúdos para te tirar do sério, tens um pai e uma mãe que gostam de ti, tens amigos e montes de outras coisas boas! És simpática, és divertida, és uma fofinha =)
    Começa por aqui. Mesmo que nunca chegues à “perfeição” que desejas, trabalha por exemplo a tua personalidade. Um traço que te caracterize mais e melhor e trabalha nisso.
    É nisso que te vais destacar. É isso que te vai fazer ganhar confiança em ti.

    Estou aqui sempre que precisares.

    Beijocas

  2. Patricia says:

    Há situações em que somos o nosso próprio inimigo e esta é uma delas. A forma como te vês não corresponde em nada à forma como os outros te vêm, eu olho para ti e vejo uma miúda bonita, sempre com uma palavra e um gesto amigo, uma pessoa doce e divertida com quem apetece conversar e estar. Quando começares a acreditar nisso e deixares de ter esses sentimentos maus contra ti vais ver como te dizemos a verdade 🙂

    E esses blogs onde tudo é lindo e maravilhoso, não fiques com pena de não ser assim, o mundo não é perfeito para ninguém e quantas vezes só mostramos o que é bom e deixamos o mau para trás?

    Olha é cada vez que dizes que és gorducha dá-me vontade de rir, se não te conhecesse achava que eras a mãe da honey boo boo ou qualquer coisa assim! (Se não sabes de quem estou a falar vai ao google ver quem é a personagem!) 😛

  3. Rita Cabrita says:

    “Então o que é que achaste da Aislin? É muito bonita não é??”
    Foi a primeira pergunta que fiz ao Tiago quando saímos da tua casa naquele almoço…Acho que esse é o motivo da ciumeira dele :p
    Compreendo exatamente como te sentes, também eu tentei durante muito tempo “encontrar-me” nas pessoas que admirava, e tentei ser mais como aquela ou como a outra ou como gostava que eu fosse, e falhei…claro que falhei, como poderia eu ser como aquela, se sou eu própria??
    Não adianta Aislin…todos nós marcamos as outras pessoas com a nossa forma de ser a nossa essência, o truque é aperceberes-te da tua 🙂 Estamos sempre tão atentos aos outros que não damos conta daquilo que temos…e tu tens isso, e isso atrai pessoas até ti quando é natural e espontâneo!
    Não te preocupes tanto, deixa fluir, não te preocupes se não agradas este ou aquele, são só pessoas e há tanto “disso” por aí, decerto que vais agradar alguém. Tu agradas muitos alguéns, sabes bem que sim 😉

    Tu agradas-me!!
    MUAAAAHHHHH

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